Cogeração com Gás Residual Rico em Hidrogênio: Case de Eficiência Energética com Participação da Figener

Créditos da imagem: Aaron Larson – Power Magazine O uso de cogeração a partir de gases residuais tem ganhado destaque como solução inteligente para elevar a eficiência energética industrial e reduzir emissões. Um dos projetos mais relevantes nessa frente — premiado internacionalmente com o POWER Top Plant e com o Prêmio SB COP Awards na COP30 — contou com a contribuição da Figener em etapas decisivas para sua viabilização. O Desafio O objetivo do projeto era transformar gás residual rico em hidrogênio em uma fonte estável de geração de energia elétrica e vapor, reduzindo a dependência de fontes externas, aumentando a eficiência da planta e assegurando confiabilidade operacional. Como a Figener Contribuiu A Figener atuou em pontos estratégicos para garantir segurança, viabilidade técnica e desempenho do sistema, incluindo: Impacto gerado A implementação trouxe benefícios significativos ao cliente: Engenharia que impulsiona a transição energética A participação da Figener reforça a importância da engenharia aplicada para transformar desafios industriais em ganhos reais de eficiência, competitividade e sustentabilidade — especialmente em projetos de alta complexidade envolvendo cogeração e combustíveis alternativos.
Como um projeto de engenharia reduziu 38% do consumo de gás natural em uma planta industrial

Uma empresa líder na produção de óleo básico a partir de óleo lubrificante usado e contaminado contou com a Figener para elevar a eficiência do processo industrial e obter ganhos diretos em desempenho energético e sustentabilidade. O resultado: redução de 38% no consumo de gás natural em sua planta de rerrefino no interior paulista. Reconhecida nacionalmente como referência em soluções ecoeficientes, a empresa mantém um plano estratégico de ESG voltado à descarbonização, inovação e desenvolvimento de processos sustentáveis. O projeto apresentado neste artigo integra esse movimento, reforçando a aplicação prática de iniciativas de P&D com impacto ambiental mensurável. Da análise técnica à implantação: como o ganho foi alcançado A redução foi obtida por meio do Projeto de Otimização Energética, que ampliou a recuperação térmica do conjunto formado pelo incinerador de resíduos e pelo aquecedor de fluido térmico. A Figener iniciou o trabalho com um estudo detalhado para mapear e quantificar oportunidades de recuperação de calor no processo. O diagnóstico indicou que seria possível elevar significativamente a eficiência térmica ao: A partir desses dados, o projeto executivo contemplou: O projeto executivo iniciou em março de 2022 e, em dezembro do mesmo ano, a unidade já operava dentro das novas condições. Créditos da imagem: Arquivo Figener Resultados técnicos e ambientais Além do menor consumo de gás natural — equivalente a mais de 570 Nm³/h, redução de 38% frente aos dados de 2021 — os benefícios incluem: Esses resultados reforçam que eficiência energética, redução de custos operacionais e metas de ESG podem e devem caminhar juntos quando há embasamento técnico e projeto estruturado. Créditos da imagem: Arquivo Figener Se sua indústria busca reduzir custos energéticos, modernizar processos e avançar nas metas de sustentabilidade, a Figener pode apoiar em todas as etapas: diagnóstico, estudos, modelagem, projeto executivo, comissionamento e suporte à implementação. Com mais de 30 anos de atuação, a Figener oferece engenharia multidisciplinar para impulsionar ganhos reais em eficiência e confiabilidade industrial. 📧 contato@figener.com.br
Análise de escoamento com CFD: otimizando processos industriais com engenharia de alto nível

Praticamente todos os processos industriais envolvem algum tipo de fluídos (líquidos e gases). Caldeiras, sistemas de ventilação, processos de troca de calor, fermentadores dentre inúmeros outros equipamentos e sistemas podem envolver processos complexos que se beneficiam de uma análise detalhada. Esmiuçar o que acontece em seu interior e em condições operacionais diversas expande os métodos tradicionais de engenharia e abre espaço para grandes melhorias. É nesse contexto que entra o CFD (da sigla em inglês Dinâmica de Fluidos Computacional) — uma metodologia que nós, da Figener, aplicamos para modelar, simular e prever o comportamento de gases e líquidos em equipamentos e sistemas industriais. Essa ferramenta permite observar os fenômenos em grandes detalhes o que, juntamente com um corpo técnico altamente qualificado, permite entender e abordar os problemas de forma mais avançada e com maior precisão. Por que a aplicação de CFD é estratégica? A Figener tem se destacado no mercado brasileiro pela aplicação de CFD em projetos estratégicos de empresas como Braskem, Alunorte, Eneva, Novelis e Corbion. A metodologia consiste na resolução numérica das equações que regem a dinâmica dos fluidos, como conservação da quantidade de movimento, transporte de calor e massa, combustão, radiação além de inúmeros outros modelos específicos. Isso permite observar fenômenos como: Lucila Mota, engenheira de produção da Figener, destaca na minissérie: “O CFD é uma ferramenta que traz segurança na tomada de decisão. A partir de um modelo computacional, conseguimos prever o comportamento de sistemas complexos e recomendar soluções muito mais assertivas para os clientes.” Assita já: Episódio 1 – Minissérie Simulações CFD Essa capacidade de antever problemas e otimizar soluções torna o CFD essencial para evitar investimentos baseados em tentativa e erro, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade dos projetos. Aplicações práticas na indústria As simulações CFD da Figener estão presentes em setores como termelétricas, petroquímica, papel e celulose, mineração, siderurgia e alimentos. Entre os destaques: ✔️ Escoamento de ar em sistemas de ventilação industrial Simulações que otimizam a dissipação térmica e previnem pontos de superaquecimento em trocadores. ✔️ Simulação de componentes rotativos Estudo da capacidade de agitação e efeito geral no escoamento em bombas, agitadores ou ventiladores, prevenindo zonas cegas de mistura, ou formação de vórtices de superfície. ✔️ Arraste de partículas em sistemas e equipamentos Análise da eficiência térmica e do tempo de residência em secadores, ou formação de regiões de acúmulo de particulado. ✔️ Troca térmica em trocadores e caldeirasModelagem detalhada para otimizar geometrias e perfis de temperatura. ✔️ Escoamentos multifásicosSimulações que permitem observar regimes bifásicos e suas consequências, além de analisar comportamento de escoamentos com múltiplos componentes. Fábio Vincent, sócio-fundador da Figener, complementa: “O CFD é muito mais do que uma simulação. Ele precisa representar a realidade, o funcionamento do equipamento, para gerar recomendações técnicas que realmente resolvam o problema do cliente.” Créditos da imagem: Arquivo pessoal Figener Assita já: Episódio 2 – Minissérie Simulações CFD Casos de sucesso: resultados concretos Caio Joppert, engenheiro químico da equipe, ressalta na série: “Com o CFD conseguimos reduzir incertezas e tomar decisões baseadas em dados, em vez de simplesmente em suposições ou tentativas.” Créditos da imagem: Arquivo pessoal Figener Assita já: Episódio 3 – Minissérie Simulações CFD Por que escolher a Figener para estudos em CFD? Além disso, os estudos em CFD da Figener são reconhecidos pelo mercado por seu rigor técnico e aplicação prática. Veja mais sobre os estudos em CFD. Como reforça Fábio Vincent: “Na Figener, o diferencial é a análise crítica e o olhar do engenheiro sobre o resultado. O software ajuda, mas o valor está na interpretação correta dos dados.” CFD: um diferencial competitivo para a indústria Ao adotar simulações CFD, sua empresa investe em decisões embasadas, prevenção de falhas muitas vezes ocultas e antecipação de cenários críticos. Isso se traduz em maior eficiência, segurança e confiabilidade. “É impressionante como conseguimos gerar valor com dados simulados. O impacto vai desde a redução de custos até ganhos ambientais reais”, completa Luiz Baldo. Créditos da imagem: Arquivo pessoal Figener Se sua empresa enfrenta desafios em eficiência térmica e de processos, desempenho de equipamentos ou deseja testar múltiplos cenários futuros para identificar o mais adequado, simulações CFD podem ser a solução. Assista à minissérie CFD e veja como aplicamos essa tecnologia na prática:
Conservação de Energia nas Indústrias: Estratégias Integradas para Ganhos Operacionais e Econômicos

A conservação de energia é hoje um dos pilares da competitividade industrial. Reduzir o consumo energético não é apenas uma questão de sustentabilidade — é um movimento estratégico para diminuir custos, aumentar a eficiência e liberar capital para investimentos. Com mais de 30 anos de experiência em engenharia consultiva, a FIGENER desenvolveu uma abordagem estruturada para identificar, avaliar e implementar oportunidades de economia em sistemas elétricos, térmicos e de processo, com resultados expressivos em diferentes setores industriais. Filosofia e Metodologia FIGENER Nosso método combina o conhecimento técnico especializado da FIGENER com a experiência operacional do cliente. Enquanto a indústria conhece profundamente seu processo e tem autonomia para implementar modificações, a FIGENER contribui com: Objetivo: Etapas da metodologia: Área de Energia Elétrica A redução do consumo de energia elétrica envolve tanto a otimização técnica quanto a gestão tarifária. Exemplos de oportunidades: Gestão de custos:Além da eficiência operacional, é possível reduzir a fatura de energia por meio de: Área Térmica O consumo térmico representa grande parte da matriz energética industrial, e a FIGENER atua para: Identificação de perdas: Etapas finais: caracterização da matriz energética, definição do potencial de aproveitamento e elaboração de projetos básicos e executivos das soluções. Área de Processo A conservação de energia também exige ajustes diretos no processo produtivo: Muitas vezes, interações entre setores da planta escondem oportunidades que só se revelam com uma visão sistêmica e simulações precisas. Resultados e Benefícios A metodologia FIGENER para conservação de energia já demonstrou ganhos significativos em diferentes indústrias, com benefícios que incluem: Conclusão A energia é um dos recursos mais valiosos da indústria, e gerenciá-la com inteligência é sinônimo de competitividade. A FIGENER oferece uma abordagem técnica, integrada e customizada, capaz de transformar consumo em eficiência e eficiência em lucro.
Minimizando o Risco de Interrupção da Produção: Abordagem Integrada para Confiabilidade do Sistema Elétrico

A energia elétrica é a espinha dorsal de praticamente todos os processos produtivos industriais. Quando o fornecimento é interrompido — seja por falhas internas, seja por oscilações ou “piscadas” na rede da concessionária — o impacto vai muito além da conta de luz. As consequências incluem perdas de matéria-prima e produto acabado, reparos emergenciais, atrasos na entrega e lucros cessantes. Estudos indicam que o custo de uma interrupção pode ser até 500 vezes maior que o valor da energia consumida, tornando essencial uma abordagem preventiva para reduzir riscos e manter a operação contínua. A FIGENER, com mais de 30 anos de experiência em engenharia consultiva, desenvolveu metodologias que permitem não apenas entender a real condição do sistema elétrico, mas também agir de forma estratégica nos pontos críticos para garantir confiabilidade e maximizar o retorno sobre investimentos. Principais Desafios Empresas de diferentes setores frequentemente enfrentam dificuldades para responder questões como: Responder a essas perguntas exige método, dados confiáveis e integração entre engenharia, operação e manutenção. Metodologia Aplicada pela FIGENER A FIGENER adota um processo estruturado para transformar dados dispersos em decisões assertivas: Processos Críticos: O Foco no que Realmente Importa Nem toda falha elétrica impacta a produção da mesma forma. Por isso, é fundamental mapear cadeias de processos críticos, como sistemas de água de resfriamento, painéis de controle e caldeiras, entendendo como eles reagem a falhas. Fatores como redundância, interligação entre processos e presença de fontes alternativas (geradores, UPS, baterias) influenciam diretamente a vulnerabilidade da planta. Tratamento Estatístico das Falhas Mesmo sendo eventos aleatórios, as falhas podem — e devem — ser tratadas estatisticamente. Índices como frequência anual de interrupções, duração média, custo fixo por ocorrência e custo variável por hora ou kWh interrompido permitem quantificar impactos e priorizar ações. Essa abordagem revela que, na maioria dos casos, as falhas ocorrem em efeito cascata, tornando indispensável identificar a origem e a sequência de eventos que levaram à parada. Exemplo Prático: Indústria Petroquímica Em um projeto recente para uma indústria petroquímica, a FIGENER aplicou sua metodologia para: Benefícios da Abordagem FIGENER Conclusão Garantir a continuidade operacional exige mais do que reagir a falhas: é preciso antecipá-las, compreender seus impactos e agir estrategicamente. Com uma engenharia básica consistente e análise detalhada dos pontos críticos, é possível não só minimizar riscos, mas também aumentar a lucratividade e a competitividade. A FIGENER está preparada para apoiar sua empresa na construção de um sistema elétrico confiável e resiliente, alinhado às exigências produtivas e de mercado.
Estudos para a UTE Euzébio Rocha da Petrobras

Histórico A UTE Cubatão é uma usina de cogeração da Petrobras, composta por duas unidades turbogeradoras, uma a vapor e a outra a gás, com capacidade de geração máxima de 216 MW brutos e capacidade de fornecer até 450 t/h de vapor para a Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC). Desafio A energia elétrica gerada pela UTE Cubatão precisa ser coordenada de forma adequada para garantir a seletividade e a adequação das proteções elétricas da subestação, das linhas de transmissão 230 kV, transformadores elevadores e auxiliares, e geradores. Além disso, é necessário estabilizar o sistema após ocorrências graves tanto no sistema elétrico quanto no sistema térmico. Conclusão A FIGENER desenvolveu estudos para garantir a adequação e a seletividade das proteções elétricas da subestação, das linhas de transmissão 230 kV, transformadores elevadores e auxiliares, e geradores. Além disso, realizou um estudo de estabilidade termelétrica para sugerir medidas que estabilizassem o sistema após ocorrências graves. O estudo baseou-se na modelagem integrada completa dos sistemas de vapor e elétrico, incluindo caldeiras, turbinas, estações redutoras de pressão e de alívio de vapor, geradores, subestação e equivalente da rede elétrica nas proximidades da UTE Cubatão.
Captação, Tratamento e Utilização do Biogás para Orizon e Compass

Histórico A Compass e a Orizon estão criando uma joint venture para investir em uma planta de produção de biometano, combustível renovável produzido a partir do lixo. A Compass está investindo até R$ 355 milhões na JV em duas etapas e ficando com 51% do negócio. A planta será construída no Ecoparque do aterro de Paulínia e a expectativa é que ela esteja pronta e comece a operar no início de 2025. Desafio A produção de biometano a partir de biogás de aterros deve ser avaliada criteriosamente para auxiliar na tomada de decisão sobre o desenvolvimento de projetos de captação, tratamento (upgrading) e utilização do biogás. A análise deve ser ampla e incluir a capacidade de produção de biometano em si, a correta operação e vida útil dos aterros, perfil dos resíduos depositados, contaminantes, tecnologias de upgrading consideradas, cronograma de implantação, entre outros aspectos. Essa abordagem abrangente permite que decisões informadas sejam tomadas sobre o desenvolvimento de projetos de captação, tratamento e utilização do biogás. Solução A Figener foi contratada para analisar o projeto de produção de biometano a partir de biogás de aterros. Uma avaliação criteriosa desse processo é fundamental para o sucesso do empreendimento. É preciso considerar diversos fatores, como a capacidade de produção do biometano, a operação e vida útil dos aterros, o perfil dos resíduos depositados, possíveis contaminantes, as tecnologias de upgrading a serem empregadas e o cronograma de implantação. Essa abordagem abrangente permite que decisões informadas sejam tomadas sobre o desenvolvimento de projetos de captação, tratamento e utilização do biogás.
CFD Estudo de Caso Pluma de Torres

Histórico Na ampliação de área de utilidades de uma unidade fabril, é importante avaliar como os equipamentos já instalados influenciam a operação dos novos. Isso é particularmente relevante em torres de resfriamento, que são muito sensíveis à umidade do ar que captam. Dependendo da disposição de edificações e estruturas presentes, a pluma de exaustão de uma das torres pode afetar a qualidade do ar admitido por outra, impactando severamente em sua eficiência. Esse efeito é ainda sazonal, alterando-se conforme o regime de ventos e de umidade muda na região, exigindo múltiplos cenários de análise. Desafio O correto estudo da pluma de dispersão de umidade pode evitar possíveis reduções de eficiência das torres em determinadas épocas do ano, e consequente queda na produtividade da usina. A Figener foi contratada para analisar a viabilidade de se instalar uma nova torre de resfriamento nas imediações de uma já existente, como parte de um projeto maior de expansão da área de utilidades de uma fábrica. Solução A Figener utilizou ferramentas CFD para analisar a dispersão de umidade em ambientes abertos ou fechados. O estudo foi realizado com base em desenhos de arquitetura e variou a direção e intensidade do vento. Os resultados indicaram que, para a disposição analisada, o vento lento trouxe pouco impacto na umidade do ar admitido pela torre a jusante, independentemente das duas direções estudadas. No entanto, para um dos cenários de vento forte, a umidade relativa do ar admitido pela torre a jusante subiu de 80% para 83,2%. Isso representa aumento de 0,32°C na temperatura de água fria. O estudo em CFD permitiu responder diversas questões difíceis de serem tratadas analiticamente, como e quanto a nova torre pode afetar na eficiência da usina e com qual frequência tais eventos podem ocorrer e se deve mudar a torre de lugar ou superdimensioná-la um pouco. Linhas de corrente coloridas conforme umidade relativa
FNESS: a ferramenta que transformou a modelagem de redes industriais na Figener

No ambiente industrial, o desempenho dos sistemas de utilidades impacta diretamente a produtividade, a eficiência e a segurança operacional. Sendo assim, contar com ferramentas de engenharia precisas e adaptadas à realidade nacional torna-se um diferencial estratégico para a resolução de problemas. Foi a partir dessa necessidade que surgiu o software de simulação de redes de tubulação FNESS, desenvolvido pela Figener, referência nacional em engenharia e consultoria técnica. A ferramenta nasceu da prática e da carência de soluções no mercado para modelar redes de água de resfriamento cada vez mais complexas em ambientes industriais. Origem e desenvolvimento A concepção do FNESS teve início entre 1996 e 1997, quando os engenheiros da Figener enfrentavam dificuldades para simular redes de utilidades com as ferramentas disponíveis à época. “Na época, só tínhamos à disposição planilhas eletrônicas muito rudimentares, precursoras do Excel, que não davam conta da complexidade dos sistemas que analisávamos”, relata José Hélio, engenheiro da Figener e idealizador do FNESS. José Hélio – Foto: taket filmes/banco de imagens figener Naquele momento, o mercado carecia de soluções voltadas a redes de escoamento multiponto — comuns em plantas petroquímicas. O desenvolvimento do software se concretizou no ano 2000, durante uma análise detalhada da rede de água de resfriamento da antiga Copseul (hoje Braskem Q2). Foi nessa ocasião que a interface gráfica do FNESS, a mesma ainda em uso hoje, foi finalizada, marcando a consolidação de uma ferramenta pioneira. O diferencial FNESS e sua complexidade Diferentemente da maioria dos softwares de cálculo hidráulico, projetados para redes simples e lineares, o FNESS foi idealizado para lidar com topologias complexas e de grande escala. Ele é capaz de simular o comportamento hidráulico de redes que atendem centenas de trocadores de calor com múltiplos pontos de entrada, nós de distribuição e demandas variáveis. Essa capacidade permite análises robustas e visualmente compreensíveis de sistemas industriais que alimentam 200 ou mais trocadores de calor, algo que poucos softwares conseguem oferecer com a mesma precisão e flexibilidade. E, embora os softwares internacionais mais caros ofereçam recursos avançados para outras aplicações, nenhum deles foi concebido pensando nas necessidades específicas da indústria brasileira — o que torna o FNESS competitivo e adaptável à realidade nacional. Software FNESS – Foto: banco de imagens figener Aplicações práticas e resultados industriais O FNESS tem sido muito importante para análises técnicas decisivas em plantas industriais, especialmente no setor petroquímico. Em diversas ocasiões, a ferramenta permitiu identificar falhas no resfriamento de trocadores de calor e gargalos que limitam a produção, contribuindo diretamente para intervenções eficazes e planejadas. A precisão das simulações geradas pelo FNESS permitiu diagnósticos e intervenções assertivas, redução de perdas e otimização da operação. Isso significa que, a ferramenta de cálculo, virou um instrumento estratégico de tomada de decisão nas engenharias de processo. Entre as evoluções do software, destaca-se a criação de um módulo complementar para análise de escoamento bifásico em redes de condensado e de vapor. Essa funcionalidade foi essencial para mapear pontos críticos de erosão em tubulações, subsidiando ações preventivas de manutenção e aumentando a confiabilidade operacional. Inovação contínua: novas funcionalidades a caminho O desenvolvimento do FNESS segue em ritmo contínuo. O próximo marco será a incorporação de um módulo para cálculo de balanço de espécies químicas em redes de gases, um avanço importante para análises em indústrias químicas e petroquímicas. Além disso, simulações transientes também estão a caminho. Essas inovações reafirmam o compromisso da Figener com a excelência na entrega de valor para equipes de engenharia que demandam soluções além do convencional. Afinal, contar com ferramentas especializadas como o FNESS é mais do que necessário: é estratégico.
Case Figener: a integração de fotovoltaica e hidrogênio verde em termelétrica

A Figener foi contratada para conduzir uma série de estudos elétricos essenciais para a implementação de uma usina fotovoltaica dentro do complexo em uma grande geradora da região nordeste, uma das principais termelétricas do Brasil, localizada em Pecém, no Ceará. O objetivo desse projeto não era apenas a incorporação da geração solar para alimentar cargas internas, mas também viabilizar uma planta de produção de hidrogênio verde. O desafio central residia na integração eficiente dessa nova fonte de geração renovável a um sistema já consolidado e de grande porte, garantindo estabilidade, segurança e confiabilidade operacional. Para isso, a Figener conduziu estudos aprofundados de curto-circuito, fluxo de potência, fluxo harmônico, estabilidade eletromecânica e coordenação de proteção e seletividade, essenciais para evitar impactos negativos na operação da termelétrica. Contexto e desafios do projeto A usina possui uma estrutura elétrica robusta, incluindo geradores de grande porte e um complexo sistema de distribuição interna para alimentar suas cargas essenciais . A decisão de integrar uma fonte fotovoltaica ao sistema foi impulsionada por uma iniciativa do Governo do Ceará, dentro do esforço global de transição energética e descarbonização. Diferente de outras aplicações comuns em indústrias, onde fontes renováveis são utilizadas para complementar cargas administrativas ou não críticas, essa implementação exigia um estudo detalhado devido às características dinâmicas da energia solar. A geração fotovoltaica possui variações naturais, que poderiam interferir na estabilidade do sistema elétrico da termelétrica, especialmente ao alimentar uma planta de hidrogênio verde que também se comporta como uma nova carga significativa. (Modelo da usina fotovoltaica no powerfactory) Créditos de imagem: Arquivos Figener (representação das cargas e planta de hidrogênio verde powerfactory) Créditos de imagem: arquivos Figener Além disso, o projeto apresentou complexidades adicionais, como: Metodologia aplicada Para garantir a viabilidade técnica da integração, a Figener estruturou o projeto em seis estudos elétricos distintos, conduzidos ao longo de quatro meses. Os principais aspectos analisados foram: 1. Estudo de curto-circuito e coordenação de proteção Seguindo as normas internacionais IEC, a Figener analisou os níveis de curto-circuito e recalibrou as proteções existentes, garantindo que a inserção da usina fotovoltaica não comprometesse a seletividade do sistema. O software DIgSILENT PowerFactory, representado no Brasil pela Figener, foi utilizado para simular cenários e validar os ajustes necessários nas proteções das cargas e dos geradores. 2. Fluxo de Potência A análise de fluxo de potência permitiu avaliar como a nova geração se distribuiria pelo sistema, garantindo que as cargas críticas continuassem sendo supridas de forma confiável. Foi verificada a capacidade de operação em diferentes condições, como oscilações na irradiação solar e interações entre a energia térmica e renovável. 3. Estabilidade Eletromecânica O sistema dessa usina termelétrica é composto por três geradores principais, operando em diferentes ramificações da planta elétrica. A inserção da fotovoltaica precisava ser analisada considerando cenários distintos, como a operação isolada de cada gerador ou o funcionamento em paralelo. O estudo de estabilidade verificou a resposta do sistema frente a variações bruscas, prevenindo oscilações que pudessem comprometer a operação. 4. Fluxo harmônico Tanto a geração fotovoltaica quanto a planta de hidrogênio verde possuem equipamentos de eletrônica de potência, como inversores e conversores de frequência, que podem introduzir distorções harmônicas no sistema. A Figener conduziu análises detalhadas para garantir que os níveis de distorção estivessem dentro dos limites aceitáveis, evitando impactos na vida útil de transformadores e motores. 5. Integração da planta de hidrogênio verde A planta de hidrogênio verde foi modelada dentro do PowerFactory para verificar seu impacto no consumo de energia e nos níveis de distorção harmônica. Como essa instalação funcionaria como uma carga adicional no sistema, foi necessário ajustar a distribuição de potência e avaliar sua influência na estabilidade geral. 6. Impacto na eficiência energética A introdução da geração renovável precisava ser validada não apenas do ponto de vista elétrico, mas também econômico e operacional. O estudo final consolidou as análises anteriores para garantir que a usina fotovoltaica trouxesse benefícios reais, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis e melhorando a eficiência energética da usina termelétrica. Resultados e contribuições do projeto A implementação bem-sucedida da usina fotovoltaica e da planta de hidrogênio verde nessa grande geradora termelétrica que atendemos, representa um exemplo significativo para a descarbonização do setor elétrico brasileiro. A abordagem estruturada da Figener garantiu que essa transição ocorresse de forma segura e otimizada, sem comprometer a estabilidade e a confiabilidade do sistema elétrico. Os principais resultados alcançados incluem: ✅ Integração segura da fotovoltaica sem impactos adversos na operação da usina térmica.✅ Otimização da coordenação de proteção para garantir seletividade e evitar desconexões indesejadas.✅ Redução dos impactos de distorções harmônicas, preservando equipamentos críticos e prolongando sua vida útil.✅ Aumento da eficiência energética, contribuindo para a estratégia global de transição energética e sustentabilidade. “O centro deste projeto foi essa nova fonte que engloba toda essa filosofia mundial de descarbonização. Isso gerou um desenvolvimento muito grande da nossa parte no software PowerFactory, permitindo que a gente consiga aplicar essa expertise em outros projetos.” – Samuel Antonio de Paula, Engenheiro Eletricista da Figener Fortalecendo a posição da Figener A experiência adquirida neste projeto fortalece a posição da Figener como referência em estudos elétricos para integração de energias renováveis em sistemas complexos. O sucesso da implementação na geradora termelétrica atendida pela Figener, reforça que a eletrificação e o uso de hidrogênio verde são caminhos viáveis e estratégicos para usinas e indústrias que buscam eficiência e descarbonização. A expertise da Figener, aliada a metodologias robustas e ao uso de ferramentas avançadas como o DIgSILENT PowerFactory, permitiu a realização de análises detalhadas e soluções customizadas para esse desafio. Com o crescimento das demandas por transição energética, projetos como esse se tornarão cada vez mais comuns, e a Figener está preparada para apoiar nossos clientes nessa transformação. Se sua empresa busca soluções eficientes para a integração de geração renovável, entre em contato com a Figener e descubra como podemos ajudar.