A energia elétrica é a espinha dorsal de praticamente todos os processos produtivos industriais. Quando o fornecimento é interrompido — seja por falhas internas, seja por oscilações ou “piscadas” na rede da concessionária — o impacto vai muito além da conta de luz. As consequências incluem perdas de matéria-prima e produto acabado, reparos emergenciais, atrasos na entrega e lucros cessantes.
Estudos indicam que o custo de uma interrupção pode ser até 500 vezes maior que o valor da energia consumida, tornando essencial uma abordagem preventiva para reduzir riscos e manter a operação contínua.
A FIGENER, com mais de 30 anos de experiência em engenharia consultiva, desenvolveu metodologias que permitem não apenas entender a real condição do sistema elétrico, mas também agir de forma estratégica nos pontos críticos para garantir confiabilidade e maximizar o retorno sobre investimentos.
Principais Desafios
Empresas de diferentes setores frequentemente enfrentam dificuldades para responder questões como:
- Quantas interrupções ocorreram no último ano, onde se iniciaram e quanto duraram?
- Qual o custo real de cada evento para a produção?
- Quais processos são mais vulneráveis a falhas elétricas?
- Onde investir para obter o maior impacto na redução de riscos?
Responder a essas perguntas exige método, dados confiáveis e integração entre engenharia, operação e manutenção.
Metodologia Aplicada pela FIGENER
A FIGENER adota um processo estruturado para transformar dados dispersos em decisões assertivas:
- Definição do Projeto
- Quantificação de interrupções, causas e custos.
- Delimitação de áreas e sistemas prioritários para estudo.
- Quantificação de interrupções, causas e custos.
- Medição e Coleta de Dados
- Registro histórico de ocorrências.
- Medições autônomas de grandezas elétricas e operacionais.
- Registro histórico de ocorrências.
- Identificação e Avaliação de Soluções
- Análise de confiabilidade do sistema elétrico integrada aos processos críticos.
- Simulação de cenários e cálculo de índices de falha e custos de parada.
- Avaliação técnico-econômica (VP, TIR, payback) das alternativas.
- Análise de confiabilidade do sistema elétrico integrada aos processos críticos.
- Implantação e Monitoramento
- Elaboração de projetos básicos e executivos.
- Implementação de sistemas de monitoramento e gestão.
- Elaboração de projetos básicos e executivos.
- Análise de Resultados e Melhoria Contínua
- Comparação entre cenário inicial e pós-implantação.
- Ajustes para manter o ciclo de confiabilidade e ganhos econômicos.
- Comparação entre cenário inicial e pós-implantação.
Processos Críticos: O Foco no que Realmente Importa
Nem toda falha elétrica impacta a produção da mesma forma. Por isso, é fundamental mapear cadeias de processos críticos, como sistemas de água de resfriamento, painéis de controle e caldeiras, entendendo como eles reagem a falhas.
Fatores como redundância, interligação entre processos e presença de fontes alternativas (geradores, UPS, baterias) influenciam diretamente a vulnerabilidade da planta.
Tratamento Estatístico das Falhas
Mesmo sendo eventos aleatórios, as falhas podem — e devem — ser tratadas estatisticamente. Índices como frequência anual de interrupções, duração média, custo fixo por ocorrência e custo variável por hora ou kWh interrompido permitem quantificar impactos e priorizar ações.
Essa abordagem revela que, na maioria dos casos, as falhas ocorrem em efeito cascata, tornando indispensável identificar a origem e a sequência de eventos que levaram à parada.
Exemplo Prático: Indústria Petroquímica
Em um projeto recente para uma indústria petroquímica, a FIGENER aplicou sua metodologia para:
- Mapear os pontos mais vulneráveis da rede elétrica e dos processos.
- Quantificar os custos de cada tipo de falha.
- Propor melhorias de proteção seletiva e configuração de circuitos para limitar a propagação de defeitos.
O resultado foi a redução significativa de paradas não programadas e o aumento da disponibilidade operacional.
Benefícios da Abordagem FIGENER
- Decisões baseadas em dados e não apenas em percepções.
- Prioridade para investimentos que trazem maior retorno e segurança.
- Integração entre áreas técnicas e gerenciais para garantir a aplicabilidade das soluções.
- Ciclo virtuoso de melhoria contínua, onde ganhos de confiabilidade se convertem em recursos para novas melhorias.
Conclusão
Garantir a continuidade operacional exige mais do que reagir a falhas: é preciso antecipá-las, compreender seus impactos e agir estrategicamente. Com uma engenharia básica consistente e análise detalhada dos pontos críticos, é possível não só minimizar riscos, mas também aumentar a lucratividade e a competitividade.
A FIGENER está preparada para apoiar sua empresa na construção de um sistema elétrico confiável e resiliente, alinhado às exigências produtivas e de mercado.